ENTERRARAM O JUMENTO NA POLÍTICA: Jorge do Rosário, o homem que consegue errar todas as apostas

Jorge do Rosário parece ter encontrado uma fórmula própria para fazer política: apostar errado, insistir no erro e terminar a eleição com a conta nas mãos.

Desta vez, a estratégia começou com uma oposição a Allyson Bezerra, mesmo sem haver, segundo a avaliação política que circulou durante a campanha, qualquer necessidade de comprar essa briga. Allyson disputava o Governo do Estado e chegava à eleição extremamente prestigiado em Mossoró.

Mas Jorge decidiu seguir outro caminho. Passou a apostar no Cabo Deyvison e, ao longo da campanha, teria colocado sua estrutura política e financeira na candidatura, acreditando que haveria uma espécie de voto casado.

Só esqueceram de avisar o eleitor.

No fim das contas, o que parecia casamento terminou em divórcio político nas urnas. Jorge ficou com pouco mais de 20 mil votos, enquanto Cabo Deyvison ultrapassou a marca de 100 mil votos.

Ou seja: a conta não fechou, a estratégia não funcionou e o tão esperado voto casado simplesmente não casou.

Jorge do Rosário termina a eleição diante de mais um resultado frustrante e com uma pergunta inevitável: até quando vai continuar apostando errado?

Na política, dinheiro ajuda, estrutura ajuda e alianças ajudam. Mas, quando a estratégia não conversa com o eleitor, nem o dinheiro parece conseguir fazer a campanha pegar.

Depois de tantas apostas que não deram liga, Jorge pode estar diante de um dos momentos mais difíceis de sua trajetória política.

Se continuar errando o caminho desse jeito, talvez seja mesmo hora de dar adeus à política — porque até o dinheiro, dessa vez, parece ter pedido para sair da disputa.

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