
Folha de São Paulo confirma denúncia do RN Notícia sobre cor de Larissa e ela volta a ser “branca”
O que o RN Notícia revelou em primeira mão na segunda-feira (3) atravessou divisas do Rio Grande do Norte e ganhou repercussão nacional. Depois de este portal mostrar que a candidata a vice-governadora na chapa de Cadu Ciarlini (PT), a ex-deputada Larissa Rosado (PSB), havia se autodeclarado “parda” perante a Justiça Eleitoral, veio o recuo: a candidata voltou a garantir que é “branca”, como em outras campanhas.
Nesta quarta-feira (5), a Folha de S.Paulo repercutiu na coluna Painel o caso revelado pelo RN Notícia e trouxe a atualização que confirma a mudança.
A justificativa apresentada foi de que tinha ocorrido “uma falha” de sua equipe de apoio. Segundo a coluna Painel, o advogado da candidata protocolou o pedido para corrigir o registro e restabelecer a autodeclaração como branca. Coincidência ou não, a correção só aconteceu depois que o assunto veio à tona, horas depois do noticiado.
Nos bastidores da política potiguar, o roteiro não é novidade. Em 2024, o então candidato a prefeito de Mossoró, Genivan Vale (PL), também alterou sua autodeclaração racial e, após a repercussão, atribuiu o episódio a um erro no preenchimento do registro, também de sua equipe. Agora, a explicação reaparece praticamente com o mesmo enredo.
Quando o RN Notícia publicou a informação delicada sobre Larissa Rosado, não faltaram ataques agressivos ao portal. Houve quem tentasse desqualificar a notícia em vez de responder aos fatos. Agora que a Folha de São Paulo confirmou o caso e noticiou a retificação do registro, fica a pergunta: quem provocou o RN Notícia vai fazer o mesmo com a Folha? Vai dizer que é mentira ou assunto bobo?
Vale lembrar que a Justiça Eleitoral estabelece critérios para a distribuição proporcional de recursos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário destinados a candidaturas de pessoas pretas e pardas. Por isso, a informação constante no registro de candidatura é um dado de interesse público e sujeito ao escrutínio da imprensa. Larissa Rosado seria beneficiada com 30% desses dois fundos, apenas por ser parda e não branca.
Na política, às vezes, um documento fala mais alto do que qualquer discurso. E, neste caso, foi justamente um documento oficial que contou duas histórias diferentes em poucos dias.



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